sábado, 21 de fevereiro de 2009

Carnaval e Ecologia

Por Ivanea Costa


Carnaval é época de receber turista na cidade, de ir atrás do trio, de virar criança, de curtir com os amigos, paquerar, beijar na boca e ser feliz! Mas também é momento para falar de ecologia. Estranho? Não!

Veja alguns exemplos:
Em Itatiaia, município do Rio de janeiro, o tema do carnaval deste ano será ecologia. Entre as atividades esta uma caminhada ecológica onde os foliões irão se divertir e ajudar na coleta de lixo.

Fonte da imagem: http://brincabrincarte.blogspot.com/search?q=carnaval

Aqui em salvador um dos trios elétricos anunciou que foi feito todo em alumínio e que a iluminação será feita com um tipo de lâmpada mais econômica.
Esses são só alguns exemplos da bela parceria entre carnaval e ecologia.

Você também pode dar o exemplo nesse carnaval, para isso basta:
- Escolher latinhas de alumino;
- Evitar o uso de copos plásticos;
- Não jogar lixo no chão, tem sempre uma lixeira perto de você;
- Ir de ônibus, fazer uma turma para pegar um taxi ou irem todos num carro só;
- Não desperdiçar água (seja breve no banho, você tem de gastar seu tempo é aproveitando a festa);
- Não ser Consumista. Procure renovar o que você já tem ao invés de comprar coisas novas. Afinal, carnaval é tempo de criatividade, coloque a sua para funcionar;
- Comprar produtos que tenham embalagens retornáveis. Assim você evita jogar no lixo material como o plástico, que demora centenas de anos para se decompor;
- Consumir alimentos que não têm embalagem (ou tenham o menor possível);
- Dar preferência aos alimentos orgânicos (não têm agrotóxicos e são mais saudáveis ).

Essas são só algumas dicas para você dar um show de ecologia nesse carnaval!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Postos de recolhimento de pilhas e óleo


Agora já temos onde levar pilhas/baterias (Banco Real) e óleo de cozinha (Lojas Extra). A partir de agora as Agências do Banco Real e as lojas do Extra estão com programa de reciclagem.Sabe aquelas pilhas e baterias usadas que não sabemos o que fazer com elas? Pois é, agora está fácil! Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real e colocá-las no Papa- Pilhas. Este é mais um programa de reciclagem promovido pela instituição.As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto, relógios, etc., contém materiais que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões. São eles: cádmio, mercúrio, níquel, chumbo.Não esqueça: o Papa-Pilhas está disponível em todas as unidades do Banco Real.


Também já temos onde levar o óleo de cozinha usado para reciclar! As lojas do Extra, que já reciclam outros tipos de resíduos, como papel, vidro, plástico e metal, reciclarãotambém óleo de cozinha!Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida? E ainda provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.Como fazer:Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET daquelas de 2 litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no coletor de lixo de cor marrom da loja Extra, indicado para esta finalidade.Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.Se o Extra mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado, ligue para o SAC da empresa: 0800-7732732, e peça para que seja providenciado.Independentemente disso, pare imediatamente de jogar óleo pelo esgoto. Armazene em garrafas e jogue no lixo reciclável, e não no esgoto.Não esqueça: o Coletor Marrom está disponível em todas as Lojas do Extra.



Por Sérgio Morelli e Thuane Daébs

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Arroz transgênico da Bayer: o perigo ronda consumidores brasileiros



Por: Julio César

Ao se recusarem a servir arroz transgênicos a seus clientes, as principais cadeias de restaurantes de Manila, nas Filipinas, demonstram respeito ao consumidor e ao meio ambiente.

Brasília (DF), Brasil — CTNBio convoca audiência pública para discutir variedade geneticamente modificada. Greenpeace pediu para participar da reunião.
Os consumidores brasileiros podem se preparar: a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) está prestes a liberar mais uma variedade transgênica no Brasil. Desta vez é o arroz, um dos alimentos mais consumidos no país. Os alimentos transgênicos estão mais perto do prato do brasileiro do que nunca.
Para discutir a aprovação do arroz LL62, da Bayer, será realizada no próximo dia 18 de março, em Brasília, uma audiência pública. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (12/2), na primeira reunião do ano da CTNBio, que continua vendada frente aos riscos que a população brasileira estará sujeita com essa liberação.O regimento interno da CTNBio permite, durante a audiência pública, a exposição de argumentos de cientistas e da sociedade civil, mas a escolha desses expositores é feita exclusivamente pela própria Comissão. Não há critérios formalmente definidos para a seleção de quem pode falar durante a audiência e os cientistas da CTNBio podem se isentar de responder às perguntas da sociedade civil.
O Greenpeace apresentou um pedido de participação como expositor e aguarda retorno da Comissão.
"Existem vários estudos e fatos que mostram as desvantagens do arroz da Bayer em termos ambientais, econômicas e de saúde, e é isso que queremos apresentar no dia 18. A audiência pública só fará sentido se a CTNBio levá-los em consideração em seus pareceres", explica o coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace, Rafael Cruz.
Além do agendamento da audiência pública, a primeira reunião da CTNBio no ano foi marcada por um intenso debate sobre a necessidade de se "simplificar" o processo de aprovação de campos experimentais de cultivos transgênicos no país, proposta por Luiz Antônio Barreto de Castro. Uma nova votação sobre essa Resolução Normativa chegou a ser sugerida, para determinar essas novas regras – mesma votação realizada em novembro passado.
"Não faz o menor sentido estabelecer um novo conjunto de regras, após menos de quatro meses da última publicação. Ainda mais um conjunto que pretende aprovar irresponsavelmente campos experimentais", argumenta Rafael.
O arroz transgênico LL62 da Bayer foi modificado geneticamente para resistir a um agrotóxico, com a introdução de uma sequência genética de bactéria - a mesma implantada no milho Liberty Link, também da Bayer. A propriedade adquirida pelo arroz é a resistência ao agrotóxico glufosinato de amônio.
Estudos independentes sobre os impactos do glufosinato na saúde humana e animal indicam que, quando testado em ratos, sua ingestão foi responsável por alterações no sistema nervoso, tremores, convulsões, reações alérgicas, além da permanência residual da substância no fígado, rins e no leite.




Fonte:http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/noticias/arroz-transg-nico-da-bayer-o

ATO PÚBLICO CONTRA ENERGIA NUCLEAR NA BAHIA







Por: Julio César

Com a retomada do Programa Nuclear Brasileiro, o governo federal quer expandir a mineração do urânio e construir usinas nucleares na Bahia.
A tecnologia nuclear é a forma mais cara, mais perigosa e mais poluente de gerar eletricidade. Participe do ato contra energia nuclear na Bahia e mostre que você não quer ver seu dinheiro transformado em lixo radioativo nem conviver com o risco permanente de acidentes nucleares.

DATA: terça-feira, 10 de Março de 2009

Concentração: 08 Hs. PRAÇA DO MERCADO
Saída: 09 Hs. Mercado Modelo em direção ao portão da CODEBA, porto de Salvador

PARTICIPE! A BAHIA É RENOVÁVEL!









domingo, 15 de fevereiro de 2009

Limpeza de Praia no Porto da Barra

Por Sérgio Morelli

Nos últimos anos as estatísticas apontam que o uso excessivo do plástico tem se tornado o maior vilão da poluição no mar. Os sacos jogados na areia são levados pela correnteza, chegando ao alto mar, o resultado desse descaso com a vida marinha é a comprovação das mortes de Tartarugas e outros animais marinhos, que confundem os sacos com alimento. Hoje o grupo de voluntários do Greenpeace Salvador, fez a terceira limpeza de praia na Barra em Salvador, contamos com a presença especial de Leandra Gonçalves, coordenadora da Campanha de Oceanos.

Nosso trabalho consistiu em realizar a educação ambiental e mostrar a responsabilidade social com a limpeza em horário movimentado, para que os banhistas pudessem sensibilizar e praticar o bom senso de manter a praia limpa. Outro objetivo foi à divulgação da chegada do navio Artic Sunrise ao Porto do Comércio em Salvador nos dias 7 e 8 de março, com a campanha Salvar o Planeta é Agora ou Agora. A meta é mostrar ao governo brasileiro como salvar o clima, com investimentos em energias renováveis, leis que coíbam o desmatamento e a proteção e soberania de nossos oceanos, a visitação é gratuita.




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Beleza

Por Iasmine Amazonas






"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.

Mas porque a amo, e amo-a por isso.

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem por que ama, nem o que é amar..."


Alberto Caeiro ( pseudônimo de Fernando Pessoa)
.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Visite o Arctic Sunrise!



Por Ticiana Figueirêdo

As mudanças climáticas estão acontecendo a um ritmo muito mais acelerado do que o pior cenário previsto pela ciência e seus impactos já representam o maior desafio enfrentado pela humanidade. Não há mais tempo a perder e o Greenpeace já começou a agir.
Em janeiro, o navio Arctic Sunrise chega ao Brasil como parte do esforço global da organização para salvar o clima. A Expedição “Salvar o Planeta: É agora ou agora” tem início na Amazônia e a primeira parada do navio é em Manaus.

Veja todas as paradas do navio, datas e locais.
A visita é gratuita, apenas sugerimos roupas e sapatos confortáveis!

Open Boats das 10:00h às 17:00h!


Dias 10 e 11/01 o navio esteve em Manaus (AM)

29, 30, 31/01 e 01/02 – Belém (PA)
Armazén 3 Estação das docas

07 e 08/02 – Fortaleza (CE)
Armazém A2Terminal de passageiros

14 e 15/02 – Recife (PE)
Porto de RecifeProximo ao Marco Zero

07 e 08/03 – Salvador (BA)
Porto de Salvador/Codeba21

22/03 – Rio de Janeiro (RJ)
Pier MauáCentro

28 e 29/03 - Santos (SP)
Porto de Santos

Nos vemos lá!

Amazonas

Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) embargaram as obras de construção de um centro de convivência no setor norte da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e multou a instituição em R$ 5 mil por desmatar a área sem autorização. “Devido ao porte e a finalidade da obra, a legislação ambiental não exige licenciamento prévio. No entanto, a Ufam deveria ter solicitado autorização para desmatar a área e informar ao Ipaam detalhes técnicos do projeto referentes a pontos como destinação de efluentes dos banheiros”, explica o diretor-presidente do Ipaam, Neliton Marques.

Representantes da Ufam estiveram ontem pela manhã no Ipaam em busca da regularização da obra. “Orientamos sobre a necessidade de pedir autorização e das demais exigências legais. Além disso, enviamos uma equipe de fiscais ao local que constatou o desmate de seis mil metros quadrados. A Ufam foi notificada pela tarde do embargo e da multa aplicada”, afirma a gerente de Fiscalização Ambiental do Ipaam, Wanderléia Nascimento. De acordo ainda com Wanderléia, a continuidade da obra está condicionada a apresentação por parte da universidade dos pedidos de autorização para desmate e dos dados técnicos necessários para caracterização do centro de convivência.

Fonte: http://www.ipaam.am.gov.br/

Por Iasmine Amazonas

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ARTE E ECOLOGIA


Por Ivânea Costa

O homem encontra na arte uma forma de expressar seus anseios, angustias, alegrias e tristezas. E foi através da arte de Cordel, que Antonio Barreto resolveu alertar as pessoas sobre as preocupações e os cuidados que devemos ter com a nossa casa, que é o PLANETA TERRA!
A natureza te agradece pelo apoio Barreto!

A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA QUE OS NOSSOS FILHOS PRECISAM TER
Autor: Antonio Carlos de Oliveira Barreto, natural de Santa Bárbara - Bahia – Brasil, professor, poeta e cordelista.

Sabemos que a ecologia
é uma inter-relação
de todo organismo vivo
e o meio físico em ação.
E se houver desequilíbrio
haverá destruição.

Não importa se um fungo,
alga, verme, bactéria,
inseto, planta, animal,
qualquer tipo de matéria.
Cuidemos bem do Planeta
pois a vida é coisa séria.

Devemos ter mais cuidado,
olhando para o futuro,
porque a nossa Mãe-Terra
já não é um lugar seguro,
de modo que hoje em dia
não encontramos ar puro.

A temperatura aumenta
a cada dia que passa;
a camada de ozônio
é uma grande ameaça;
as geleiras se dissolvem
anunciando a desgraça.

Prossegue a destruição
de todo ecossistema;
a omissão do governo
acirra mais o dilema:
afinal nossa ganância
é a raiz do problema.

Muitos ambientalistas
têm mostrado muito amor,
principalmente o Greenpeace,
com seu gênio benfeitor,
em defesa do planeta
evitando mais horror.

No Tratado de Kioto,
ocorrido no Japão,
com o intuito de frear
o mal da poluição,
todos países assinaram,
Estados Unidos, não.

Destruíram a Mata Atlântica,
ameaçam o Pantanal;
nossa Floresta Amazônica
está chegando ao final.
E daqui a alguns anos:
a destruição total.

Não há mais jequitibá,
pau-brasil, maçaranduba,
umburana, pinho, ipê,
cerejeira, itaúba...
E se houver replantação:
o homem logo derruba...

Inocentes animais
a caminho da extinção:
onça, foca, jacaré,
elefante, tubarão,
baleia, zebra, pingüim:
urso, raposa, leão...

Pássaros em cativeiros:
assum-preto, bem-te-vi,
canarinho, curió,
coleirinho, colibri,
andorinha, azulão,
asa branca, juriti...

Muitos rios já não conseguem
o curso livre do mar
devido à poluição
que não queremos frear,
inclusive o São Francisco
já começa a declinar :

ameaçado de sofrer
a tal da transposição,
que para uns é louvável,
mas a verdade diz: não...
Vamos aguardar agora
os políticos de plantão.

Os cientistas já falam
em turismo espacial.
Isso prova que o Planeta
caminha para o final.
Aos poucos morre a Mãe-Terra...
Que faremos afinal?

Devemos ter atitude
pra que haja uma saída.
Vamos agora aprender
a valorizar a vida.
Então siga o meu conselho,
que é o ponto de partida:

com um pouco de inteligência,
disciplina e atenção,
as pessoas dão-se conta
da real situação.
Se não agirmos agora,
não haverá solução.

A água que é utilizada
dentro de uma residência
pode ser desperdiçada
por falta de consciência.
Devemos tomar cuidado,
com a nossa imprudência.

A torneira quando aberta
precisa ser controlada
pois seu uso inadequado,
de maneira exagerada,
vai nos causar prejuízo:
saiba mantê-la fechada.

Não jogue lixo nas ruas,
nos rios, fontes e mar;
mantenha sua casa limpa;
cuide do seu bem-estar.
Passo a passo nós iremos
nosso Planeta salvar.

Escolha bons alimentos,
evitando os enlatados:
transgênicos, fast food,
produtos engarrafados...
Capitalismo e ganância
destroem os desinformados.

Não desperdice energia,
zele pela Natureza.
Cuide do seu semelhante,
mostrando sua grandeza.
Ódio, violência e guerra
nunca rimam com Beleza.

Por que tanto vandalismo,
um mar de corrupção?
Por que falta consciência
à nossa população?
Por que o homem procura
a própria destruição?

O que mais posso falar
do controle ambiental?
Que vou dizer às crianças
nesse momento infernal?
É a vida um mar de rosas?
O bem vencerá o mal?

Barreto não é perfeito
Apenas tenta aprender
Rabiscando esse Cordel
Resolve compreender
Esse caos que se aproxima
Tentando com sua rima:
Opinar, esclarecer...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Reserva Extrativista Verde Para Sempre aguarda implementação há quatro anos




Ativistas do Greenpeace e lideranças comunitárias de Porto de Moz, no Pará, inflaram hoje um boi de seis metros de altura em uma área desmatada ilegalmente por fazendeiros de gado dentro da reserva extrativista Verde Para Sempre. A atividade é um protesto contra a falta de implementação da resex, criada há quatro anos pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva. A falta de ação do governo e o avanço da pecuária sobre a floresta estão entre as principais causas do desmatamento na Amazônia, maior fonte de emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global.

Durante reunião realizada neste final de semana, lideranças comunitárias relataram diversos problemas sociais e ambientais relacionados com o fato da resex só existir no papel: o levantamento sócio-econômico realizado em 2006 para subsidiar o plano de manejo comunitário da unidade sequer foi divulgado. Não há placas de sinalização indicando os limites da reserva. A regularização fundiária não avançou. Os créditos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) prometidos pelo presidente do órgão em 2005 nunca chegaram. A sede da reserva em Porto de Moz não foi instalada, apesar de uma casa da Marinha ter sido disponibilizada para isso. Para completar, a exploração madeireira persiste, as invasões de barcos pesqueiros são constantes e funcionários do Instituto Chico Mendes raramente visitam a unidade de conservação.


“Faltou uma grande responsabilidade e essa responsabilidade do governo tem que ser retomada. E com respeito. Por que quem mora aqui é gente e merece respeito. É o apelo que eu faço para todas as autoridades, pois o descaso aqui é muito grande”, disse Raimundo Ribeiro da Silva, presidente da Associação de Moradores da Reserva Extrativista Verde Para Sempre. “Quando o presidente Lula venceu as eleições, ele disse que a esperança havia vencido o medo. Aqui, o medo é que está vencendo a esperança”, concluiu.

Em quatro anos, a reserva já teve desmatados mais de 40 mil hectares de sua área total de 1,2 milhão de hectares. Em sobrevôo recente pela região, o Greenpeace identificou novos desmatamentos dentro da reserva, ainda não apontados pelo sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“As unidades de conservação de uso sustentável, como a resex Verde Para Sempre, deveriam ser uma alternativa aos modelos predatórios de desenvolvimento da região amazônica. No entanto, sem implementação, acabam se tornando alvo de atividades predatórias, como a pecuária”, disse André Muggiati, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Entre 1990 e 2003, o rebanho bovino cresceu 240%, passando de 26,6 milhões para 64 milhões de cabeças de gado. Segundo estudo do Imazon, os estados do Mato Grosso e Pará, juntos, concentram 60% do rebanho bovino da Amazônia. Esta expansão vem acompanhada de crescente pressão sobre a floresta, gerando mais desmatamentos e perda acelerada da biodiversidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1996 e 2006, a área de pastagem aumentou em cerca de 10 milhões de hectares só na Amazônia, o equivalente a uma área 100 vezes maior que a da cidade de Paris.

Desmatamento Zero. É agora ou agora.
O desmatamento das florestas tropicais responde por 20% das emissões globais de gases do efeito estufa. No Brasil, essa conta é ainda mais perversa: a destruição florestal e o mau uso do solo representam 75% das emissões nacionais, colocando o país como o quarto maior poluidor do clima global. Zerar o desmatamento da Amazônia até 2015 é a principal contribuição que o Brasil pode dar para salvar o planeta dos impactos das mudanças climáticas.

A atividade em Porto de Moz, no Pará, faz parte da expedição do Greenpeace “Salvar o planeta: É agora ou agora” para alertar a população brasileira sobre os problemas causados pelo aquecimento global .

O navio do Greenpeace saiu de Manaus (AM) e segue agora para Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP) e, durante os finais de semana, estará aberto à visitação pública. Os visitantes serão informados, de uma forma lúdica e interativa, sobre os problemas causados pelas mudanças climáticas. A entrada é gratuita. Confira as datas e o roteiro do navio e acompanhe a expedição.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Por Ivanea Costa


Carnaval é época de receber turista na cidade, de ir atrás do trio, de virar criança, de curtir com os amigos, paquerar, beijar na boca e ser feliz! Mas também é momento para falar de ecologia. Estranho? Não!

Veja alguns exemplos:
Em Itatiaia, município do Rio de janeiro, o tema do carnaval deste ano será ecologia. Entre as atividades esta uma caminhada ecológica onde os foliões irão se divertir e ajudar na coleta de lixo.

Fonte da imagem: http://brincabrincarte.blogspot.com/search?q=carnaval

Aqui em salvador um dos trios elétricos anunciou que foi feito todo em alumínio e que a iluminação será feita com um tipo de lâmpada mais econômica.
Esses são só alguns exemplos da bela parceria entre carnaval e ecologia.

Você também pode dar o exemplo nesse carnaval, para isso basta:
- Escolher latinhas de alumino;
- Evitar o uso de copos plásticos;
- Não jogar lixo no chão, tem sempre uma lixeira perto de você;
- Ir de ônibus, fazer uma turma para pegar um taxi ou irem todos num carro só;
- Não desperdiçar água (seja breve no banho, você tem de gastar seu tempo é aproveitando a festa);
- Não ser Consumista. Procure renovar o que você já tem ao invés de comprar coisas novas. Afinal, carnaval é tempo de criatividade, coloque a sua para funcionar;
- Comprar produtos que tenham embalagens retornáveis. Assim você evita jogar no lixo material como o plástico, que demora centenas de anos para se decompor;
- Consumir alimentos que não têm embalagem (ou tenham o menor possível);
- Dar preferência aos alimentos orgânicos (não têm agrotóxicos e são mais saudáveis ).

Essas são só algumas dicas para você dar um show de ecologia nesse carnaval!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


Agora já temos onde levar pilhas/baterias (Banco Real) e óleo de cozinha (Lojas Extra). A partir de agora as Agências do Banco Real e as lojas do Extra estão com programa de reciclagem.Sabe aquelas pilhas e baterias usadas que não sabemos o que fazer com elas? Pois é, agora está fácil! Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real e colocá-las no Papa- Pilhas. Este é mais um programa de reciclagem promovido pela instituição.As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto, relógios, etc., contém materiais que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões. São eles: cádmio, mercúrio, níquel, chumbo.Não esqueça: o Papa-Pilhas está disponível em todas as unidades do Banco Real.


Também já temos onde levar o óleo de cozinha usado para reciclar! As lojas do Extra, que já reciclam outros tipos de resíduos, como papel, vidro, plástico e metal, reciclarãotambém óleo de cozinha!Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida? E ainda provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.Como fazer:Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET daquelas de 2 litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no coletor de lixo de cor marrom da loja Extra, indicado para esta finalidade.Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.Se o Extra mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado, ligue para o SAC da empresa: 0800-7732732, e peça para que seja providenciado.Independentemente disso, pare imediatamente de jogar óleo pelo esgoto. Armazene em garrafas e jogue no lixo reciclável, e não no esgoto.Não esqueça: o Coletor Marrom está disponível em todas as Lojas do Extra.



Por Sérgio Morelli e Thuane Daébs

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009



Por: Julio César

Ao se recusarem a servir arroz transgênicos a seus clientes, as principais cadeias de restaurantes de Manila, nas Filipinas, demonstram respeito ao consumidor e ao meio ambiente.

Brasília (DF), Brasil — CTNBio convoca audiência pública para discutir variedade geneticamente modificada. Greenpeace pediu para participar da reunião.
Os consumidores brasileiros podem se preparar: a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) está prestes a liberar mais uma variedade transgênica no Brasil. Desta vez é o arroz, um dos alimentos mais consumidos no país. Os alimentos transgênicos estão mais perto do prato do brasileiro do que nunca.
Para discutir a aprovação do arroz LL62, da Bayer, será realizada no próximo dia 18 de março, em Brasília, uma audiência pública. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (12/2), na primeira reunião do ano da CTNBio, que continua vendada frente aos riscos que a população brasileira estará sujeita com essa liberação.O regimento interno da CTNBio permite, durante a audiência pública, a exposição de argumentos de cientistas e da sociedade civil, mas a escolha desses expositores é feita exclusivamente pela própria Comissão. Não há critérios formalmente definidos para a seleção de quem pode falar durante a audiência e os cientistas da CTNBio podem se isentar de responder às perguntas da sociedade civil.
O Greenpeace apresentou um pedido de participação como expositor e aguarda retorno da Comissão.
"Existem vários estudos e fatos que mostram as desvantagens do arroz da Bayer em termos ambientais, econômicas e de saúde, e é isso que queremos apresentar no dia 18. A audiência pública só fará sentido se a CTNBio levá-los em consideração em seus pareceres", explica o coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace, Rafael Cruz.
Além do agendamento da audiência pública, a primeira reunião da CTNBio no ano foi marcada por um intenso debate sobre a necessidade de se "simplificar" o processo de aprovação de campos experimentais de cultivos transgênicos no país, proposta por Luiz Antônio Barreto de Castro. Uma nova votação sobre essa Resolução Normativa chegou a ser sugerida, para determinar essas novas regras – mesma votação realizada em novembro passado.
"Não faz o menor sentido estabelecer um novo conjunto de regras, após menos de quatro meses da última publicação. Ainda mais um conjunto que pretende aprovar irresponsavelmente campos experimentais", argumenta Rafael.
O arroz transgênico LL62 da Bayer foi modificado geneticamente para resistir a um agrotóxico, com a introdução de uma sequência genética de bactéria - a mesma implantada no milho Liberty Link, também da Bayer. A propriedade adquirida pelo arroz é a resistência ao agrotóxico glufosinato de amônio.
Estudos independentes sobre os impactos do glufosinato na saúde humana e animal indicam que, quando testado em ratos, sua ingestão foi responsável por alterações no sistema nervoso, tremores, convulsões, reações alérgicas, além da permanência residual da substância no fígado, rins e no leite.




Fonte:http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/noticias/arroz-transg-nico-da-bayer-o







Por: Julio César

Com a retomada do Programa Nuclear Brasileiro, o governo federal quer expandir a mineração do urânio e construir usinas nucleares na Bahia.
A tecnologia nuclear é a forma mais cara, mais perigosa e mais poluente de gerar eletricidade. Participe do ato contra energia nuclear na Bahia e mostre que você não quer ver seu dinheiro transformado em lixo radioativo nem conviver com o risco permanente de acidentes nucleares.

DATA: terça-feira, 10 de Março de 2009

Concentração: 08 Hs. PRAÇA DO MERCADO
Saída: 09 Hs. Mercado Modelo em direção ao portão da CODEBA, porto de Salvador

PARTICIPE! A BAHIA É RENOVÁVEL!









domingo, 15 de fevereiro de 2009

Por Sérgio Morelli

Nos últimos anos as estatísticas apontam que o uso excessivo do plástico tem se tornado o maior vilão da poluição no mar. Os sacos jogados na areia são levados pela correnteza, chegando ao alto mar, o resultado desse descaso com a vida marinha é a comprovação das mortes de Tartarugas e outros animais marinhos, que confundem os sacos com alimento. Hoje o grupo de voluntários do Greenpeace Salvador, fez a terceira limpeza de praia na Barra em Salvador, contamos com a presença especial de Leandra Gonçalves, coordenadora da Campanha de Oceanos.

Nosso trabalho consistiu em realizar a educação ambiental e mostrar a responsabilidade social com a limpeza em horário movimentado, para que os banhistas pudessem sensibilizar e praticar o bom senso de manter a praia limpa. Outro objetivo foi à divulgação da chegada do navio Artic Sunrise ao Porto do Comércio em Salvador nos dias 7 e 8 de março, com a campanha Salvar o Planeta é Agora ou Agora. A meta é mostrar ao governo brasileiro como salvar o clima, com investimentos em energias renováveis, leis que coíbam o desmatamento e a proteção e soberania de nossos oceanos, a visitação é gratuita.




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Por Iasmine Amazonas






"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.

Mas porque a amo, e amo-a por isso.

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem por que ama, nem o que é amar..."


Alberto Caeiro ( pseudônimo de Fernando Pessoa)
.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009



Por Ticiana Figueirêdo

As mudanças climáticas estão acontecendo a um ritmo muito mais acelerado do que o pior cenário previsto pela ciência e seus impactos já representam o maior desafio enfrentado pela humanidade. Não há mais tempo a perder e o Greenpeace já começou a agir.
Em janeiro, o navio Arctic Sunrise chega ao Brasil como parte do esforço global da organização para salvar o clima. A Expedição “Salvar o Planeta: É agora ou agora” tem início na Amazônia e a primeira parada do navio é em Manaus.

Veja todas as paradas do navio, datas e locais.
A visita é gratuita, apenas sugerimos roupas e sapatos confortáveis!

Open Boats das 10:00h às 17:00h!


Dias 10 e 11/01 o navio esteve em Manaus (AM)

29, 30, 31/01 e 01/02 – Belém (PA)
Armazén 3 Estação das docas

07 e 08/02 – Fortaleza (CE)
Armazém A2Terminal de passageiros

14 e 15/02 – Recife (PE)
Porto de RecifeProximo ao Marco Zero

07 e 08/03 – Salvador (BA)
Porto de Salvador/Codeba21

22/03 – Rio de Janeiro (RJ)
Pier MauáCentro

28 e 29/03 - Santos (SP)
Porto de Santos

Nos vemos lá!

Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) embargaram as obras de construção de um centro de convivência no setor norte da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e multou a instituição em R$ 5 mil por desmatar a área sem autorização. “Devido ao porte e a finalidade da obra, a legislação ambiental não exige licenciamento prévio. No entanto, a Ufam deveria ter solicitado autorização para desmatar a área e informar ao Ipaam detalhes técnicos do projeto referentes a pontos como destinação de efluentes dos banheiros”, explica o diretor-presidente do Ipaam, Neliton Marques.

Representantes da Ufam estiveram ontem pela manhã no Ipaam em busca da regularização da obra. “Orientamos sobre a necessidade de pedir autorização e das demais exigências legais. Além disso, enviamos uma equipe de fiscais ao local que constatou o desmate de seis mil metros quadrados. A Ufam foi notificada pela tarde do embargo e da multa aplicada”, afirma a gerente de Fiscalização Ambiental do Ipaam, Wanderléia Nascimento. De acordo ainda com Wanderléia, a continuidade da obra está condicionada a apresentação por parte da universidade dos pedidos de autorização para desmate e dos dados técnicos necessários para caracterização do centro de convivência.

Fonte: http://www.ipaam.am.gov.br/

Por Iasmine Amazonas

terça-feira, 27 de janeiro de 2009


Por Ivânea Costa

O homem encontra na arte uma forma de expressar seus anseios, angustias, alegrias e tristezas. E foi através da arte de Cordel, que Antonio Barreto resolveu alertar as pessoas sobre as preocupações e os cuidados que devemos ter com a nossa casa, que é o PLANETA TERRA!
A natureza te agradece pelo apoio Barreto!

A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA QUE OS NOSSOS FILHOS PRECISAM TER
Autor: Antonio Carlos de Oliveira Barreto, natural de Santa Bárbara - Bahia – Brasil, professor, poeta e cordelista.

Sabemos que a ecologia
é uma inter-relação
de todo organismo vivo
e o meio físico em ação.
E se houver desequilíbrio
haverá destruição.

Não importa se um fungo,
alga, verme, bactéria,
inseto, planta, animal,
qualquer tipo de matéria.
Cuidemos bem do Planeta
pois a vida é coisa séria.

Devemos ter mais cuidado,
olhando para o futuro,
porque a nossa Mãe-Terra
já não é um lugar seguro,
de modo que hoje em dia
não encontramos ar puro.

A temperatura aumenta
a cada dia que passa;
a camada de ozônio
é uma grande ameaça;
as geleiras se dissolvem
anunciando a desgraça.

Prossegue a destruição
de todo ecossistema;
a omissão do governo
acirra mais o dilema:
afinal nossa ganância
é a raiz do problema.

Muitos ambientalistas
têm mostrado muito amor,
principalmente o Greenpeace,
com seu gênio benfeitor,
em defesa do planeta
evitando mais horror.

No Tratado de Kioto,
ocorrido no Japão,
com o intuito de frear
o mal da poluição,
todos países assinaram,
Estados Unidos, não.

Destruíram a Mata Atlântica,
ameaçam o Pantanal;
nossa Floresta Amazônica
está chegando ao final.
E daqui a alguns anos:
a destruição total.

Não há mais jequitibá,
pau-brasil, maçaranduba,
umburana, pinho, ipê,
cerejeira, itaúba...
E se houver replantação:
o homem logo derruba...

Inocentes animais
a caminho da extinção:
onça, foca, jacaré,
elefante, tubarão,
baleia, zebra, pingüim:
urso, raposa, leão...

Pássaros em cativeiros:
assum-preto, bem-te-vi,
canarinho, curió,
coleirinho, colibri,
andorinha, azulão,
asa branca, juriti...

Muitos rios já não conseguem
o curso livre do mar
devido à poluição
que não queremos frear,
inclusive o São Francisco
já começa a declinar :

ameaçado de sofrer
a tal da transposição,
que para uns é louvável,
mas a verdade diz: não...
Vamos aguardar agora
os políticos de plantão.

Os cientistas já falam
em turismo espacial.
Isso prova que o Planeta
caminha para o final.
Aos poucos morre a Mãe-Terra...
Que faremos afinal?

Devemos ter atitude
pra que haja uma saída.
Vamos agora aprender
a valorizar a vida.
Então siga o meu conselho,
que é o ponto de partida:

com um pouco de inteligência,
disciplina e atenção,
as pessoas dão-se conta
da real situação.
Se não agirmos agora,
não haverá solução.

A água que é utilizada
dentro de uma residência
pode ser desperdiçada
por falta de consciência.
Devemos tomar cuidado,
com a nossa imprudência.

A torneira quando aberta
precisa ser controlada
pois seu uso inadequado,
de maneira exagerada,
vai nos causar prejuízo:
saiba mantê-la fechada.

Não jogue lixo nas ruas,
nos rios, fontes e mar;
mantenha sua casa limpa;
cuide do seu bem-estar.
Passo a passo nós iremos
nosso Planeta salvar.

Escolha bons alimentos,
evitando os enlatados:
transgênicos, fast food,
produtos engarrafados...
Capitalismo e ganância
destroem os desinformados.

Não desperdice energia,
zele pela Natureza.
Cuide do seu semelhante,
mostrando sua grandeza.
Ódio, violência e guerra
nunca rimam com Beleza.

Por que tanto vandalismo,
um mar de corrupção?
Por que falta consciência
à nossa população?
Por que o homem procura
a própria destruição?

O que mais posso falar
do controle ambiental?
Que vou dizer às crianças
nesse momento infernal?
É a vida um mar de rosas?
O bem vencerá o mal?

Barreto não é perfeito
Apenas tenta aprender
Rabiscando esse Cordel
Resolve compreender
Esse caos que se aproxima
Tentando com sua rima:
Opinar, esclarecer...

domingo, 18 de janeiro de 2009




Ativistas do Greenpeace e lideranças comunitárias de Porto de Moz, no Pará, inflaram hoje um boi de seis metros de altura em uma área desmatada ilegalmente por fazendeiros de gado dentro da reserva extrativista Verde Para Sempre. A atividade é um protesto contra a falta de implementação da resex, criada há quatro anos pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva. A falta de ação do governo e o avanço da pecuária sobre a floresta estão entre as principais causas do desmatamento na Amazônia, maior fonte de emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global.

Durante reunião realizada neste final de semana, lideranças comunitárias relataram diversos problemas sociais e ambientais relacionados com o fato da resex só existir no papel: o levantamento sócio-econômico realizado em 2006 para subsidiar o plano de manejo comunitário da unidade sequer foi divulgado. Não há placas de sinalização indicando os limites da reserva. A regularização fundiária não avançou. Os créditos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) prometidos pelo presidente do órgão em 2005 nunca chegaram. A sede da reserva em Porto de Moz não foi instalada, apesar de uma casa da Marinha ter sido disponibilizada para isso. Para completar, a exploração madeireira persiste, as invasões de barcos pesqueiros são constantes e funcionários do Instituto Chico Mendes raramente visitam a unidade de conservação.


“Faltou uma grande responsabilidade e essa responsabilidade do governo tem que ser retomada. E com respeito. Por que quem mora aqui é gente e merece respeito. É o apelo que eu faço para todas as autoridades, pois o descaso aqui é muito grande”, disse Raimundo Ribeiro da Silva, presidente da Associação de Moradores da Reserva Extrativista Verde Para Sempre. “Quando o presidente Lula venceu as eleições, ele disse que a esperança havia vencido o medo. Aqui, o medo é que está vencendo a esperança”, concluiu.

Em quatro anos, a reserva já teve desmatados mais de 40 mil hectares de sua área total de 1,2 milhão de hectares. Em sobrevôo recente pela região, o Greenpeace identificou novos desmatamentos dentro da reserva, ainda não apontados pelo sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“As unidades de conservação de uso sustentável, como a resex Verde Para Sempre, deveriam ser uma alternativa aos modelos predatórios de desenvolvimento da região amazônica. No entanto, sem implementação, acabam se tornando alvo de atividades predatórias, como a pecuária”, disse André Muggiati, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Entre 1990 e 2003, o rebanho bovino cresceu 240%, passando de 26,6 milhões para 64 milhões de cabeças de gado. Segundo estudo do Imazon, os estados do Mato Grosso e Pará, juntos, concentram 60% do rebanho bovino da Amazônia. Esta expansão vem acompanhada de crescente pressão sobre a floresta, gerando mais desmatamentos e perda acelerada da biodiversidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1996 e 2006, a área de pastagem aumentou em cerca de 10 milhões de hectares só na Amazônia, o equivalente a uma área 100 vezes maior que a da cidade de Paris.

Desmatamento Zero. É agora ou agora.
O desmatamento das florestas tropicais responde por 20% das emissões globais de gases do efeito estufa. No Brasil, essa conta é ainda mais perversa: a destruição florestal e o mau uso do solo representam 75% das emissões nacionais, colocando o país como o quarto maior poluidor do clima global. Zerar o desmatamento da Amazônia até 2015 é a principal contribuição que o Brasil pode dar para salvar o planeta dos impactos das mudanças climáticas.

A atividade em Porto de Moz, no Pará, faz parte da expedição do Greenpeace “Salvar o planeta: É agora ou agora” para alertar a população brasileira sobre os problemas causados pelo aquecimento global .

O navio do Greenpeace saiu de Manaus (AM) e segue agora para Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP) e, durante os finais de semana, estará aberto à visitação pública. Os visitantes serão informados, de uma forma lúdica e interativa, sobre os problemas causados pelas mudanças climáticas. A entrada é gratuita. Confira as datas e o roteiro do navio e acompanhe a expedição.